terça-feira, 20 de abril de 2010

O Capital em Quadrinhos


Bom dia comunistas de plantão!

Eu sei que esse espaço pede algo mais filosófico e tudo mais, mas não poderia deixar de compartilhar uma maravilha que encontrei fuçando nas profundezas da internet. 'O Capital em Quadrinhos' é um livro bem antiguinho já, mas que é extremamente didático e auto-explicativo. Nele encontramos as mais complexas teorias de Marx - sobretudo as do 'Capital - Volume I' - de uma forma simplificada e divertida de ler. Acredito que essa seja uma saída para nós, professores ou futuros professores, que procuram uma brecha sempre que possível para 'infectar' nossos alunos com essas 'baboseiras' que aprendemos na faculdade... Ou simplesmente para aqueles que tentam 'infectar' seus pais, amigos ou pessoas próximas e nunca conseguem porque o que levou no mínimo um ano pra ser compreendido (quero dizer, começar a ser compreendido...) não se explica em 30 minutos de conversa e, mesmo quando o tempo permite, eu, pelo menos, não consigo...

Enfim, encheções de lingüiça a parte, o livro é foda. (precisei desabafar!)
Imprimam, xeroquem, pirateiem, compartilhem...
Abraços nos camaradas da Majú!

sábado, 17 de abril de 2010

Desmanchando...

Não, não é sobre auto-ajuda. Nem numerologia ou sorte. Muito menos sobre o cotidiano ou dia-a-dia, pelo simples fato que isso não seria interessante, pois, sendo sincero, o que dizer do meu cotidiano, um cara padrão de 23 anos que namora/estuda/trabalha? Quer dizer, Marx e Lênin, por exemplo, aos 23 já escreviam obras que são referências para pensar a humanidade até hoje! E eu, além de um texto para um fanzine, estou escrevendo este primeiro post de um blog de amigos da faculdade.

A verdade é que a modernidade nos pressiona até nosso último e precisamos de uma válvula de escape. Mais que isso, precisamos pensar e concretizar esses pensamentos, mesmo que talvez um dia eles se desmanchem. E aqui faremos isso de forma livre, liberdade verdadeira. Aqui minha liberdade não termina onde começa a liberdade do outro, aqui minha liberdade é a liberdade do outro.

Certo, certo... Mas e aí? Sobre o que escrever em uma época em que “tudo que é sólido se desmancha no ar”? Bem, escreveremos sobre as coisas do mundo. E se elas já se desmancharam? Então, escreveremos sobre os homens, pois esses mesmo que desmanchem, derretam, se destruam e se desumanizem todos os dias, têm ainda a capacidade de se refazer, transformar o mundo e se transformar, sempre.