Originada do alemão Witz, que significa “gracejo”, a palavra chiste é encontrada na obra de Freud, pai da psicanálise, que define o chiste como uma espécie de válvula de escape de nosso inconsciente, que o utiliza para dizer, em tom de brincadeira, aquilo que verdadeiramente pensa.
http://www.youtube.com/watch?v=iLLtt2PVlGI&NR=1
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago
O que faz um homem se tornar um ser humano grandioso?
Pergunto, pois foi um grande ser humano que faleceu ontem e para quem dedico essa homenagem.
Ainda ontem, pela noite, R. Paiva sugeriu que prestássemos algum tipo de homenagem a José Saramago, vou utilizar aqui de suas palavras:
“Pensei em fazer uma oração, mas não faria sentido. Pensei em fazer um minuto de silêncio, mas ele passou a vida falando.”
Aqui poderia ser o momento de desejar que Saramago estivesse em um bom lugar depois de sua despedida dessa vida. Mas não farei isso. Principalmente porque, obviamente, ele não foi para o céu cristão. Saramago foi um grande homem, foi Nobel de Literatura, foi comunista-libertário, segundo ele próprio, mas sua importância está em ser o que esquecemos diariamente que é nosso dever, está em ser humano. Ele esteve nas lutas de seu tempo e a frente de seu tempo, tornou seu pensamento mais que um Nobel, tornou seu pensamento um pensamento genérico, da humanidade e ao fazer isso se tornou um ser humano grandioso eternizado onde sempre esteve e, aparentemente, sempre quis estar: na vida dos homens.
Por tudo isso, Saramago merece mais. Saramago exige mais. O melhor que podemos fazer aqui é ler um texto do próprio autor e nos esforçar o máximo para entendê-lo. Para tanto deixo aqui dois links; o Blog Cadernos de Saramago e um vídeo bastante emocionante:
Blog
Vídeo
E para aproveitar esse momento em que o mundo vira seus olhos para o continente africano, fica um texto de Saramago.
África
Por José Saramago
Em África, disse alguém, os mortos são negros e as armas são brancas. Seria difícil encontrar uma síntese mais perfeita da sucessão de desastres que foi e continua a ser, desde há séculos, a existência no continente africano. O lugar do mundo onde se crê que a humanidade nasceu não era certamente o paraíso terrestre quando os primeiros “descobridores” europeus ali desembarcaram (ao contrário do que diz o mito bíblico. Adão não foi expulso do éden, simplesmente nunca nele entrou), mas, com a chegada do homem branco abriram-se de par em par, para os negros, as portas do inferno. Essas portas continuam implacavelmente abertas, gerações e gerações de africanos têm sido lançados à fogueira perante a mal disfarçada indiferença ou a impudente cumplicidade da opinião pública mundial. Um milhão de negros mortos pela guerra, pela fome ou por doenças que poderiam ter sido curadas, pesará sempre na balança de qualquer país dominador e ocupará menos espaço nos noticiários que as quinze vítimas de um serial killer. Sabemos que o horror, em todas as suas manifestações, as mais cruéis, as mais atrozes e infames, varre e assombra todos os dias, como uma maldição, o nosso desgraçado planeta, mas África parece ter-se tornado no seu espaço preferido, no seu laboratório experimental, o lugar onde o horror mais à vontade se sente para cometer ofensas que julgaríamos inconcebíveis, como se as populações africanas tivessem sido assinaladas ao nascer com um destino de cobaias, sobre as quais, por definição, todas as violências seriam permitidas, todas as torturas justificadas, todos os crimes absolvidos. Contra o que ingenuamente muitos se obstinam em crer não haverá um tribunal de Deus ou da História para julgar as atrocidades cometidas por homens sobre outros homens. O futuro, sempre tão disponível para decretar essa modalidade de amnistia geral que é o esquecimento disfarçado de perdão, também é hábil em homologar, tácita ou explicitamente, quando tal convenha aos novos arranjos económicos, militares ou políticos, a impunidade por toda a vida aos autores directos e indirectos das mais monstruosas acções contra a carne e o espírito. É um erro entregar ao futuro o encargo de julgar os responsáveis pelo sofrimento das vítimas de agora, porque esse futuro não deixará de fazer também as suas vítimas e igualmente não resistirá à tentação de pospor para um outro futuro ainda mais longínquo o mirífico momento da justiça universal em que muitos de nós fingimos acreditar como a maneira mais fácil, e também a mais hipócrita, de eludir responsabilidades que só a nós nos cabem, a este presente que somos. Pode-se compreender que alguém se desculpe alegando: “Não sabia”, mas é inaceitável que digamos: “Prefiro não saber”. O funcionamento do mundo deixou de ser o completo mistério que foi, as alavancas do mal encontram-se à vista de todos, para as mãos que as manejam já não há luvas bastantes que lhes escondam as manchas de sangue. Deveria portanto ser fácil a qualquer um escolher entre o lado da verdade e o lado da mentira, entre o respeito humano e o desprezo pelo outro, entre os que são pela vida e os que estão contra ela. Infelizmente as coisas nem sempre se passam assim. O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses. Em tais casos não podemos desejar senão que a consciência nos venha sacudir urgentemente por um braço e nos pergunte à queima-roupa: “Aonde vais? Que fazes? Quem julgas tu que és?”. Uma insurreição das consciências livres é o que necessitaríamos. Será ainda possível?
Disponível em: http://caderno.josesaramago.org/2009/08/11/africa/
Pergunto, pois foi um grande ser humano que faleceu ontem e para quem dedico essa homenagem.
Ainda ontem, pela noite, R. Paiva sugeriu que prestássemos algum tipo de homenagem a José Saramago, vou utilizar aqui de suas palavras:
“Pensei em fazer uma oração, mas não faria sentido. Pensei em fazer um minuto de silêncio, mas ele passou a vida falando.”
Aqui poderia ser o momento de desejar que Saramago estivesse em um bom lugar depois de sua despedida dessa vida. Mas não farei isso. Principalmente porque, obviamente, ele não foi para o céu cristão. Saramago foi um grande homem, foi Nobel de Literatura, foi comunista-libertário, segundo ele próprio, mas sua importância está em ser o que esquecemos diariamente que é nosso dever, está em ser humano. Ele esteve nas lutas de seu tempo e a frente de seu tempo, tornou seu pensamento mais que um Nobel, tornou seu pensamento um pensamento genérico, da humanidade e ao fazer isso se tornou um ser humano grandioso eternizado onde sempre esteve e, aparentemente, sempre quis estar: na vida dos homens.
Por tudo isso, Saramago merece mais. Saramago exige mais. O melhor que podemos fazer aqui é ler um texto do próprio autor e nos esforçar o máximo para entendê-lo. Para tanto deixo aqui dois links; o Blog Cadernos de Saramago e um vídeo bastante emocionante:
Blog
Vídeo
E para aproveitar esse momento em que o mundo vira seus olhos para o continente africano, fica um texto de Saramago.
África
Por José Saramago
Em África, disse alguém, os mortos são negros e as armas são brancas. Seria difícil encontrar uma síntese mais perfeita da sucessão de desastres que foi e continua a ser, desde há séculos, a existência no continente africano. O lugar do mundo onde se crê que a humanidade nasceu não era certamente o paraíso terrestre quando os primeiros “descobridores” europeus ali desembarcaram (ao contrário do que diz o mito bíblico. Adão não foi expulso do éden, simplesmente nunca nele entrou), mas, com a chegada do homem branco abriram-se de par em par, para os negros, as portas do inferno. Essas portas continuam implacavelmente abertas, gerações e gerações de africanos têm sido lançados à fogueira perante a mal disfarçada indiferença ou a impudente cumplicidade da opinião pública mundial. Um milhão de negros mortos pela guerra, pela fome ou por doenças que poderiam ter sido curadas, pesará sempre na balança de qualquer país dominador e ocupará menos espaço nos noticiários que as quinze vítimas de um serial killer. Sabemos que o horror, em todas as suas manifestações, as mais cruéis, as mais atrozes e infames, varre e assombra todos os dias, como uma maldição, o nosso desgraçado planeta, mas África parece ter-se tornado no seu espaço preferido, no seu laboratório experimental, o lugar onde o horror mais à vontade se sente para cometer ofensas que julgaríamos inconcebíveis, como se as populações africanas tivessem sido assinaladas ao nascer com um destino de cobaias, sobre as quais, por definição, todas as violências seriam permitidas, todas as torturas justificadas, todos os crimes absolvidos. Contra o que ingenuamente muitos se obstinam em crer não haverá um tribunal de Deus ou da História para julgar as atrocidades cometidas por homens sobre outros homens. O futuro, sempre tão disponível para decretar essa modalidade de amnistia geral que é o esquecimento disfarçado de perdão, também é hábil em homologar, tácita ou explicitamente, quando tal convenha aos novos arranjos económicos, militares ou políticos, a impunidade por toda a vida aos autores directos e indirectos das mais monstruosas acções contra a carne e o espírito. É um erro entregar ao futuro o encargo de julgar os responsáveis pelo sofrimento das vítimas de agora, porque esse futuro não deixará de fazer também as suas vítimas e igualmente não resistirá à tentação de pospor para um outro futuro ainda mais longínquo o mirífico momento da justiça universal em que muitos de nós fingimos acreditar como a maneira mais fácil, e também a mais hipócrita, de eludir responsabilidades que só a nós nos cabem, a este presente que somos. Pode-se compreender que alguém se desculpe alegando: “Não sabia”, mas é inaceitável que digamos: “Prefiro não saber”. O funcionamento do mundo deixou de ser o completo mistério que foi, as alavancas do mal encontram-se à vista de todos, para as mãos que as manejam já não há luvas bastantes que lhes escondam as manchas de sangue. Deveria portanto ser fácil a qualquer um escolher entre o lado da verdade e o lado da mentira, entre o respeito humano e o desprezo pelo outro, entre os que são pela vida e os que estão contra ela. Infelizmente as coisas nem sempre se passam assim. O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses. Em tais casos não podemos desejar senão que a consciência nos venha sacudir urgentemente por um braço e nos pergunte à queima-roupa: “Aonde vais? Que fazes? Quem julgas tu que és?”. Uma insurreição das consciências livres é o que necessitaríamos. Será ainda possível?
Disponível em: http://caderno.josesaramago.org/2009/08/11/africa/
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
"Contra o homossexualismo"
hoje temos visto por todo o mundo um Ascenso de posturas totalitárias, anti-semitas, ant - étnicas e como temos bem visto e alguns países os estados estão tomando para si a responsabilidade de “higienizar” o mundo através de medidas “democráticas” ou seja em favor da opinião dos representantes da maioria que nem sempre é a da maioria e nem sempre a mais razoável e por vezes ferem direitos humanos que vão para muito além da esfera individual pois são estes os direitos que não se baseiam neste ou naquele indivíduo neste ou naquele povo mas em todos e em cada um dos homens, ferir portanto direitos como a opção religiosa, a defesa da natureza étnica e a opção sexual é ferir a essência humana que é per se plural e multifacetada.
Diante do crescimento do individualismo extremado nos resta lutar contra toda e qualquer forma de perseguição às minorias, seja ela étnica, sexual, religiosa, ou qualquer outra particularidade humana, contra toda e qualquer forma de intolerância. Como bem sabemos foi através da troca contínua de saberes inerentes aos processos de trabalho que a humanidade se construiu como de fato humana; como então não combater de todas as formas a defesa das particularidades? particularidades que, como já dito, se forem levadas as últimas instâncias são as grandes responsáveis pela riqueza cultural produzida pelos homens no decorrer de sua existência genérica.
Cercear dos indivíduos a autarquia o responder sobre sua individualidade é a tática mais vil e presunçosa de controle social, é a prática mais antípoda aos ideais de liberdade que acompanham as lutas emancipatórias.
Muitos dos deturpadores da teoria do materialismo histórico usam de charlatanices para esconder suas posturas reacionárias em relação a sexualidade tomando-a como naturalmente pósta, e fácilmente reconhecível na família mono nuclear, munem-se de piadas infelizes e guardam a sete chaves todo e qualquer desejo "escuso" que os possa por em contradição com a castidade cristã, estes não consideram entretanto, que os homens quanto mais se constroem como seres sociais, tanto mais estes homens deixam de responder instintivamente aos seus anseios ou necessidades biológicas meramente animais, mas passam ao contrário a serem criadores e criações de novas bases de "acolhimento" social e novas perspectivas de análise destas ultimas. portanto desconsiderar a necessidade e a grande valia das diferenças é minimamente colocar-se contra o livre desenvolvimento da individualidade humana; pré-suposto da sociedade liberta. “dado que o todo nada é senão a junção de muitos particulares”.
Sendo assim toda a ação que não pré-suponha a observância de toda a diferença e que não se coloque radicalmente contra TODAS as formas de subordinação destes por aqueles é mera prática da política e da moral da classe dominante, e como bem sabemos é negativa por excelência e deve desaparecer junto desta.
Por fim lembro que ações de amortização das contradições sociais, tais como paradas, gays, marcha das mulheres lésbicas e outros eventos megalomaníacos que são admitidos e organizados pelo Estado “democrático”, ainda que tenham um valor capital para o posicionamento das massas, se não estiverem conscientes dos limites da luta ideológica, nada podem diante da brutal perseguição homofóbica, xenofobia e afins no dia a dia real das pessoas, pois como vimos em sucessivos escândalos de ONGs que se enriqueceram e se enriquecem “promovendo a pluralidade” sustentadas pelas misérias alheias, lavando o dinheiro público em centros de referência, em congressos luxuosos e nestes eventos que longe de terem um caráter político de ruptura com a ordem patriarcal discriminatória e moralista, são em verdade meros embustes da realidade contraditória.
As lutas que em suas raízes defendem partes, setores sociais e qualquer forma de representação não universal, são evidentemente valorosas e dignas de todo o empenho, elas no entanto devem, para que sejam eficazes, ter como prisma de luta, a “emancipação humana”, a emancipação da classe trabalhadora que ainda que também seja uma parte e não o todo, é a parte que pode, devido ao seu caráter de classe explorada, promover a libertação de toda a sociedade.
Diante do crescimento do individualismo extremado nos resta lutar contra toda e qualquer forma de perseguição às minorias, seja ela étnica, sexual, religiosa, ou qualquer outra particularidade humana, contra toda e qualquer forma de intolerância. Como bem sabemos foi através da troca contínua de saberes inerentes aos processos de trabalho que a humanidade se construiu como de fato humana; como então não combater de todas as formas a defesa das particularidades? particularidades que, como já dito, se forem levadas as últimas instâncias são as grandes responsáveis pela riqueza cultural produzida pelos homens no decorrer de sua existência genérica.
Cercear dos indivíduos a autarquia o responder sobre sua individualidade é a tática mais vil e presunçosa de controle social, é a prática mais antípoda aos ideais de liberdade que acompanham as lutas emancipatórias.
Muitos dos deturpadores da teoria do materialismo histórico usam de charlatanices para esconder suas posturas reacionárias em relação a sexualidade tomando-a como naturalmente pósta, e fácilmente reconhecível na família mono nuclear, munem-se de piadas infelizes e guardam a sete chaves todo e qualquer desejo "escuso" que os possa por em contradição com a castidade cristã, estes não consideram entretanto, que os homens quanto mais se constroem como seres sociais, tanto mais estes homens deixam de responder instintivamente aos seus anseios ou necessidades biológicas meramente animais, mas passam ao contrário a serem criadores e criações de novas bases de "acolhimento" social e novas perspectivas de análise destas ultimas. portanto desconsiderar a necessidade e a grande valia das diferenças é minimamente colocar-se contra o livre desenvolvimento da individualidade humana; pré-suposto da sociedade liberta. “dado que o todo nada é senão a junção de muitos particulares”.
Sendo assim toda a ação que não pré-suponha a observância de toda a diferença e que não se coloque radicalmente contra TODAS as formas de subordinação destes por aqueles é mera prática da política e da moral da classe dominante, e como bem sabemos é negativa por excelência e deve desaparecer junto desta.
Por fim lembro que ações de amortização das contradições sociais, tais como paradas, gays, marcha das mulheres lésbicas e outros eventos megalomaníacos que são admitidos e organizados pelo Estado “democrático”, ainda que tenham um valor capital para o posicionamento das massas, se não estiverem conscientes dos limites da luta ideológica, nada podem diante da brutal perseguição homofóbica, xenofobia e afins no dia a dia real das pessoas, pois como vimos em sucessivos escândalos de ONGs que se enriqueceram e se enriquecem “promovendo a pluralidade” sustentadas pelas misérias alheias, lavando o dinheiro público em centros de referência, em congressos luxuosos e nestes eventos que longe de terem um caráter político de ruptura com a ordem patriarcal discriminatória e moralista, são em verdade meros embustes da realidade contraditória.
As lutas que em suas raízes defendem partes, setores sociais e qualquer forma de representação não universal, são evidentemente valorosas e dignas de todo o empenho, elas no entanto devem, para que sejam eficazes, ter como prisma de luta, a “emancipação humana”, a emancipação da classe trabalhadora que ainda que também seja uma parte e não o todo, é a parte que pode, devido ao seu caráter de classe explorada, promover a libertação de toda a sociedade.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
RE.VO.LU.ÇÃO
É, como está não pode ficar. Sim, sim, a revolução há muito se faz necessária. Na verdade, como se diz: “é pra ontem”. Mas já tem um tempo, me peguei pensativo sobre o assunto, sobre as possibilidades reais de uma mudança estrutural, sobre o que era (ou devia ser) a tal revolução, como de costume procurei no dicionário e achei algo curiosamente engraçado que eu acho que já vi por aí:
[...] 14. Estado de uma coisa que se enrola, se revolve ou gira sobre si mesma. [...]
Bom, nesse período assisti ao filme “Munique”. Muito bom, apesar de muito extenso, o filme narra a história de uma equipe da Mossad, que está na caça do grupo terrorista responsável pelo atentado aos atletas israelenses nas Olimpíadas de 72, em Munique. Em determinado ponto do filme, o grupo Mossad (Israel) se encontra com um grupo palestino e para evitar um confronto desnecessário no momento eles se passam por um grupo Internacional Comunista. Até aqui tudo bem. Veio então o dialogo que nos interessa nesse momento e que irei transpor de forma aproximada.
O líder Mossad (aqui se passando por comunista) vai fumar e conversar com o líder palestino. Estão falando sobre suas respectivas missões, quando o mossad/comunista diz:
“Vocês acham mesmo que essa guerra vai levar vocês a algum lugar?”
E o líder palestino responde:
“Pra você talvez não faça diferença. Mas a verdade é que não estamos nem aí para a sua revolução internacional. O que nós queremos é um lar.”
Confesso que não foi tão simples de assimilar, mas além de me fazer perceber que o problema é muito maior que meu raio de alcance, me levou à outra questão muito séria: da forma que for, não pensamos mais a fundo os problemas humanos com a devida atenção. Se tudo beira ao desespero, é assim porque é, sempre foi e sempre será. E para piorar ainda mais a situação, o homem que talvez nos tenha dado as melhores bases para entender nossas relações e nosso mundo objetivo é constantemente distorcido, seja por seus inimigos óbvios ou, o que é tão ou mais nocivo, por aqueles que reivindicam para si tal linha de pensamento.
Se o quadro geral não se mostra bom, temos ainda algum tipo de esperança, como não pode deixar de ser.
No mesmo dicionário que eu mencionei no início, haviam outros significados para “revolução”:
[...]7 Sistema de opiniões hostis ao passado e pelas quais se procura uma nova ordem de coisas, um futuro melhor. 8 Perturbação moral; indignação, agitação. [...]
E a boa notícia é que esses outros significados não são nada mais, nada menos, que capacidades humanas. Nos basta agora objetivá-las.
[...] 14. Estado de uma coisa que se enrola, se revolve ou gira sobre si mesma. [...]
Bom, nesse período assisti ao filme “Munique”. Muito bom, apesar de muito extenso, o filme narra a história de uma equipe da Mossad, que está na caça do grupo terrorista responsável pelo atentado aos atletas israelenses nas Olimpíadas de 72, em Munique. Em determinado ponto do filme, o grupo Mossad (Israel) se encontra com um grupo palestino e para evitar um confronto desnecessário no momento eles se passam por um grupo Internacional Comunista. Até aqui tudo bem. Veio então o dialogo que nos interessa nesse momento e que irei transpor de forma aproximada.
O líder Mossad (aqui se passando por comunista) vai fumar e conversar com o líder palestino. Estão falando sobre suas respectivas missões, quando o mossad/comunista diz:
“Vocês acham mesmo que essa guerra vai levar vocês a algum lugar?”
E o líder palestino responde:
“Pra você talvez não faça diferença. Mas a verdade é que não estamos nem aí para a sua revolução internacional. O que nós queremos é um lar.”
Confesso que não foi tão simples de assimilar, mas além de me fazer perceber que o problema é muito maior que meu raio de alcance, me levou à outra questão muito séria: da forma que for, não pensamos mais a fundo os problemas humanos com a devida atenção. Se tudo beira ao desespero, é assim porque é, sempre foi e sempre será. E para piorar ainda mais a situação, o homem que talvez nos tenha dado as melhores bases para entender nossas relações e nosso mundo objetivo é constantemente distorcido, seja por seus inimigos óbvios ou, o que é tão ou mais nocivo, por aqueles que reivindicam para si tal linha de pensamento.
Se o quadro geral não se mostra bom, temos ainda algum tipo de esperança, como não pode deixar de ser.
No mesmo dicionário que eu mencionei no início, haviam outros significados para “revolução”:
[...]7 Sistema de opiniões hostis ao passado e pelas quais se procura uma nova ordem de coisas, um futuro melhor. 8 Perturbação moral; indignação, agitação. [...]
E a boa notícia é que esses outros significados não são nada mais, nada menos, que capacidades humanas. Nos basta agora objetivá-las.
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