hoje temos visto por todo o mundo um Ascenso de posturas totalitárias, anti-semitas, ant - étnicas e como temos bem visto e alguns países os estados estão tomando para si a responsabilidade de “higienizar” o mundo através de medidas “democráticas” ou seja em favor da opinião dos representantes da maioria que nem sempre é a da maioria e nem sempre a mais razoável e por vezes ferem direitos humanos que vão para muito além da esfera individual pois são estes os direitos que não se baseiam neste ou naquele indivíduo neste ou naquele povo mas em todos e em cada um dos homens, ferir portanto direitos como a opção religiosa, a defesa da natureza étnica e a opção sexual é ferir a essência humana que é per se plural e multifacetada.
Diante do crescimento do individualismo extremado nos resta lutar contra toda e qualquer forma de perseguição às minorias, seja ela étnica, sexual, religiosa, ou qualquer outra particularidade humana, contra toda e qualquer forma de intolerância. Como bem sabemos foi através da troca contínua de saberes inerentes aos processos de trabalho que a humanidade se construiu como de fato humana; como então não combater de todas as formas a defesa das particularidades? particularidades que, como já dito, se forem levadas as últimas instâncias são as grandes responsáveis pela riqueza cultural produzida pelos homens no decorrer de sua existência genérica.
Cercear dos indivíduos a autarquia o responder sobre sua individualidade é a tática mais vil e presunçosa de controle social, é a prática mais antípoda aos ideais de liberdade que acompanham as lutas emancipatórias.
Muitos dos deturpadores da teoria do materialismo histórico usam de charlatanices para esconder suas posturas reacionárias em relação a sexualidade tomando-a como naturalmente pósta, e fácilmente reconhecível na família mono nuclear, munem-se de piadas infelizes e guardam a sete chaves todo e qualquer desejo "escuso" que os possa por em contradição com a castidade cristã, estes não consideram entretanto, que os homens quanto mais se constroem como seres sociais, tanto mais estes homens deixam de responder instintivamente aos seus anseios ou necessidades biológicas meramente animais, mas passam ao contrário a serem criadores e criações de novas bases de "acolhimento" social e novas perspectivas de análise destas ultimas. portanto desconsiderar a necessidade e a grande valia das diferenças é minimamente colocar-se contra o livre desenvolvimento da individualidade humana; pré-suposto da sociedade liberta. “dado que o todo nada é senão a junção de muitos particulares”.
Sendo assim toda a ação que não pré-suponha a observância de toda a diferença e que não se coloque radicalmente contra TODAS as formas de subordinação destes por aqueles é mera prática da política e da moral da classe dominante, e como bem sabemos é negativa por excelência e deve desaparecer junto desta.
Por fim lembro que ações de amortização das contradições sociais, tais como paradas, gays, marcha das mulheres lésbicas e outros eventos megalomaníacos que são admitidos e organizados pelo Estado “democrático”, ainda que tenham um valor capital para o posicionamento das massas, se não estiverem conscientes dos limites da luta ideológica, nada podem diante da brutal perseguição homofóbica, xenofobia e afins no dia a dia real das pessoas, pois como vimos em sucessivos escândalos de ONGs que se enriqueceram e se enriquecem “promovendo a pluralidade” sustentadas pelas misérias alheias, lavando o dinheiro público em centros de referência, em congressos luxuosos e nestes eventos que longe de terem um caráter político de ruptura com a ordem patriarcal discriminatória e moralista, são em verdade meros embustes da realidade contraditória.
As lutas que em suas raízes defendem partes, setores sociais e qualquer forma de representação não universal, são evidentemente valorosas e dignas de todo o empenho, elas no entanto devem, para que sejam eficazes, ter como prisma de luta, a “emancipação humana”, a emancipação da classe trabalhadora que ainda que também seja uma parte e não o todo, é a parte que pode, devido ao seu caráter de classe explorada, promover a libertação de toda a sociedade.
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